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Nasci como todos aqui no mundo
Tentando aprender aquilo que é certo
Pois desde nascido eu já era imundo
Pedia, minha mãe, para ser liberto

Mas da minha sujeira eu me glorio
Blasfemando sem falar o teu nome
Elevo os olhos e a ti desafio
Cego na maldade que me consome

Imploro que encha os meus olhos de areia
Rebaixando os meus orgulhos no pó
Pois açoites meu coração anseia

Seca minha garganta e dá um nó
Até que de ti, ela, fique cheia
De outro modo no mundo eu morro só


Sunday, Jul 4, 2021, 6:17 PM



Por:Alvaro Separovich Cassiano dos Santos
Publicado em:2021-07-07