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Nasci tão burro que sou lento a ouvir
E ainda me apreço a tolice espalhar
Tão tolas são como cão a latir
Misericórdia não volto a rogar

Acuso aquilo que fazem os outros
Sem dar ouvidos a minha maldade
Derrama fervente água em meus ouvidos
Para que de sua vós sinta eu saudade

Perturba meu silencio o com zunido
Me agredindo com o mal que eu maquinei
Se não, louco, continuarei seguindo

Só não me tire de seu testamento,
Me deixa em ti se não eu morrerei
Sem teu ensino, sem carinho e alento


Sunday, Jul 4, 2021, 7:06 PM



Por:Alvaro Separovich Cassiano dos Santos
Publicado em:2021-07-07